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Advogado consultor x apagador de incêndios

Assessoria e Consultoria Jurídica: Custo x Investimento

 

A assessoria e a consultoria jurídica preventiva frequentemente são negligenciadas pelos empresários brasileiros, que muitas vezes têm a falsa visão de que o consultor legal é um obstáculo ou fator de atraso aos negócios. Por esta razão, somente procuram o advogado para resolver problemas jurídicos quando eles se concretizam, tendo a fantasiosa impressão de que o advogado tem poder para resolver efetiva, total e instantaneamente estas demandas, como “apagador de incêndios”. Certamente, tais entraves jurídicos seriam significativamente menores ou até mesmo inexistentes caso adotassem a postura preventiva.

 

A consultoria jurídica permanente deve possuir papel de fundamental importância no cotidiano da empresa se concretizando por meio de reuniões, e-mails e telefonemas entre o advogado, os gestores e as áreas operacionais da empresa para constantemente avaliar e adequar práticas que contribuam para o desenvolvimento saudável da atividade empresarial, objetivando a boa saúde econômico-financeira, sendo tão importante quanto os departamentos comercial, o administrativo e o financeiro.

 

O empresário deve enxergar o advogado consultor, seja no planejamento civil, tributário, consumerista e trabalhista, como um importante parceiro para auxiliar a aumentar resultados positivos, antever potenciais impactos financeiros negativos, a fim de evitar perdas em negociações de contratos, investimentos de risco, orientar a comercialização legal de produtos e serviços e o cumprimento da legislação específica de seu negócio, sendo, sem dúvida, instrumento de significativa vantagem para alavancar seus resultados financeiros favoráveis com esteio em segurança e solidez, muitas vezes ocultos ou despercebidos por juridicamente leigos.

 

Portanto, infere-se que o advogado consultor jurídico deve possuir status de verdadeiro investimento para gerar receitas e economias, mas não apenas uma necessidade para estancar custos de decisões mal planejadas e resolver problemas que geram impactos financeiros, de mercado e na credibilidade da empresa perante seu público consumidor.

 

Autor do texto: Rafael Freitas – Advogado graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado do Rio de Janeiro – OAB/RJ, com constante especialização e aprofundamento na área de direito dos contratos e imobiliário por meio de palestras, cursos e seminários ministrados por instituições de primeira linha e se dedica à advocacia consultiva e contenciosa com ênfase em direito civil. www.rfreitasadv.com.br

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